O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, sinalizou neste domingo que a administração considera a suspensão temporária do imposto federal sobre a gasolina como uma das medidas para tentar reduzir os preços nos postos. Na entrevista ao programa citado, Wright afirmou que o governo apoia “todas as medidas” que possam aliviar o custo dos combustíveis para os americanos, sem estabelecer calendário para a eventual ação.

Wright também disse que a administração revisou o uso da reserva estratégica de petróleo, avaliou regras da Agência de Proteção Ambiental (EPA) sobre misturas de gasolina e pediu às refinarias que adiem paradas de manutenção para manter a produção. Ele ressaltou, porém, que a queda duradoura dos preços depende de fatores externos: a abertura do Estreito de Ormuz, segundo ele, é determinante para um fluxo estável de petróleo.

A proposta de suspender o imposto tem apelo imediato — reduz a carga na bomba no curto prazo — mas traz consequências fiscais óbvias: perda de receita federal que teria de ser compensada, pressionando orçamentos ou aumentando o déficit. Politicamente, é uma medida de impacto rápido e visível, útil em cenários eleitorais, mas limitada se não vier acompanhada de soluções estruturais para oferta e logística.

O episódio mostra que a Casa Branca busca medidas de curto prazo para mostrar resposta à escalada de preços, mas também evidencia o alcance reduzido das ações domésticas diante de choques geopolíticos. Qualquer suspensão permanente ou temporária do imposto federal exigiria tramitação legislativa, e a proposta tende a virar peça de debate entre custo político imediato e responsabilidade fiscal.