Uma delegação de alto perfil, com nomes como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple), Larry Culp (GE Aerospace) e Kelly Ortberg (Boeing), vai acompanhar o presidente Donald Trump na visita à China, segundo uma autoridade da Casa Branca à Reuters. A presença de executivos de gigantes do setor privado transforma a viagem em um esforço explícito de promoção comercial e diplomacia econômica.
No centro das expectativas está a Boeing: negociações com a China poderiam incluir até 500 jatos 737 MAX e dezenas de aeronaves de grande porte com motores da GE, conforme fontes do setor. Kelly Ortberg já havia dito à Reuters que a Boeing conta com apoio do governo Trump para destravar um pedido aguardado há anos. Um anúncio desse porte seria uma vitória política e econômica relevante para a cúpula.
Ao mesmo tempo, a ausência do CEO da Nvidia, Jensen Huang, indica limites na reabertura de setores sensíveis. Uma fonte disse que a Casa Branca privilegiou agricultura e aviação na agenda atual. Embora Trump tenha autorizado a exportação dos chips H200, a venda não ocorreu — segundo o secretário de Comércio Howard Lutnick, há dificuldades para as empresas obterem a autorização do governo chinês — o que evidencia entraves regulatórios que seguem impedindo negócios de tecnologia de maior escala.
Politicamente, a iniciativa mistura oportunidades comerciais com riscos de narrativa: por um lado, contratos bilionários podem gerar empregos e ganhos industriais; por outro, reforçam a percepção de que o governo pode intervir em negócios privados para obter resultados rápidos. Ainda permanecem questões estruturais — aprovações chinesas, controles de tecnologia e dependência de diplomacia para fechar negócios — que limitam a capacidade de transformar a visita em uma mudança duradoura nas relações comerciais.