A Abrasel em São Paulo projeta que o feriado prolongado de Corpus Christi, somado à realização da Marcha para Jesus e da Parada do Orgulho LGBT, deve elevar em média 15% o faturamento de bares e restaurantes da capital em relação a fins de semana comuns. Nos locais mais próximos às manifestações e shows, a entidade estima que o crescimento pode atingir até 50%.
O principal motor do desempenho é o fluxo de visitantes de outras cidades e estados: turistas ocupam hotéis, consomem em padarias, almoçam em restaurantes e frequentam bares, estendendo gastos e movimentando a cadeia local. Segundo a Abrasel, diferentemente de outros feriados, São Paulo tende a receber em vez de perder público nesse período.
Para aproveitar a demanda, a associação recomenda medidas operacionais de curto prazo — cardápios enxutos, atendimento mais ágil, combos e ambientação temática — que ajudam a aumentar o giro e o tíquete médio. São soluções úteis para dias de pico, mas com alcance limitado frente a problemas estruturais do setor.
O otimismo pontual contrasta com sinais de risco: margens cada vez mais apertadas, endividamento remanescente da pandemia e pressão dos custos alimentares reduzem a capacidade de capitalizar ganhos eventuais. A proposta de mudança na escala 6x1, ainda em tramitação, é outro ponto que exige diálogo com o governo para avaliar impactos na folha. Em resumo: o feriado promete receita extra, mas não resolve a necessidade de políticas e ajustes que deem previsibilidade e aliviem o custo de operar no setor ao longo do ano.