O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, declarou que, se eleito, suspenderá por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso. Em entrevista à Times Brasil/CNBC, ele afirmou que o período seria usado para redigir novas regras visando reduzir a carga tributária.
Como justificativa, Flávio invocou a Curva de Laffer — tese de que alíquotas excessivas podem reduzir arrecadação — e criticou o resultado aprovado, que, segundo ele, 'complica ainda mais' o sistema e amplia tributos, estimulando sonegação. Propõe, na mesma linha, um Estado mais enxuto, uso de tecnologia e inteligência artificial para cortar desperdícios.
O senador também apontou setores e profissionais que, na sua avaliação, ficam sem condições de arcar com a carga atual: 'quem é profissional liberal vai pagar quase 40% de imposto', disse, defendendo revisão por atividade econômica. A proposta de suspensão não detalha compensações fiscais nem cronograma de transição.
Do ponto de vista político e econômico, a promessa sinaliza tensão entre Executivo e Congresso sobre a agenda tributária e pode gerar incerteza jurídica e orçamentária enquanto durar a revisão. A proposta reforça a narrativa do corte de impostos como trunfo eleitoral, mas levanta dúvida sobre como serão compensadas eventuais perdas de receita e qual será o impacto para regras já aprovadas.