A diretora de Comunicações do Fundo Monetário Internacional, Julie Kozack, afirmou que 12 países procuraram a instituição em busca de auxílios que somam, a partir de US$ 15 bilhões, para enfrentar o choque energético global. Kozack não nominou as nações, mas uma fonte da Reuters citou que autoridades iraquianas já pediram assistência ligada ao conflito no Oriente Médio.
Segundo Kozack, pedidos não se restringem a recursos: muitos governos buscam orientação sobre política monetária em meio ao novo choque de oferta. A diretora reiterou o cenário traçado pela diretora‑gerente Kristalina Georgieva na Reunião de Primavera: crescimento mundial reduzido a 2,5% neste ano e inflação média em 5,4%. As expectativas de inflação de curto prazo subiram, embora as de médio prazo sigam ancoradas, enquanto condições financeiras permanecem relativamente acomodativas.
O FMI afirmou que mantém coordenação com Banco Mundial e Agência Internacional de Energia para lidar com a crise. No front específico, Kozack disse que os US$ 1 bilhão previstos para a segunda revisão do programa argentino podem ser liberados já na próxima semana. Sobre a Venezuela, as conversas prosseguem, mas ainda não houve pedido formal para um acordo em nível técnico. O Fundo também classificou como positivas medidas que reduzam tensões comerciais entre EUA e China.
A multiplicidade de pedidos expõe uma dupla pressão: aumenta a demanda por recursos do sistema financeiro internacional e testa a capacidade do FMI de conciliar apoio com recomendações de ajuste. Para governos, a alternativa é amarga: aceitar condições que comprimam contas públicas ou enfrentar inflação e desordem macroeconômica. O episódio reforça o dilema global entre emergência de curto prazo e disciplina fiscal de médio prazo.