O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), enalteceu nesta segunda-feira (2) a importância do equilíbrio fiscal e anunciou a permanência do secretário estadual da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior.
Fonteles ligou a continuidade da equipe econômica à preservação das contas estaduais e agradeceu ao secretário pela decisão. "Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo", escreveu.
Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo
Na mesma publicação, o governador listou indicadores fiscais do estado: liderança nos investimentos proporcionais à receita, classificação B+ de capacidade de pagamento pelo Tesouro Nacional e despesas com pessoal em 38%. Segundo ele, o Piauí está entre os dois únicos estados sem dívidas junto ao governo federal e tem taxa de endividamento muito inferior à de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O posicionamento de Fonteles surge em meio a dissensos internos no PT. Parte da legenda vem apoiando proposta do economista André Lara Resende — que atribui o crescimento da dívida principalmente ao custo dos juros e propõe um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN) e uma redução gradual da Selic, hoje em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses — e recebeu manifestações de apoio de membros como a deputada Gleisi Hoffmann.
Cotado para chefiar o Ministério da Fazenda no próximo governo, Fonteles aparece entre os nomes mais comentados, mas não há definição oficial. O governador afirmou não ter tratado com o presidente Lula sobre assumir cargo nem sobre a condução da política econômica; na trajetória pública, já comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu o comitê nacional dos secretários estaduais da área, e foi elogiado recentemente como possível integrante do governo federal.
Viva o Equilíbrio Fiscal!!!