O cartão de crédito e débito é onipresente nas compras do dia a dia, mas sua popularidade trouxe um aumento nas fraudes. Pesquisa da CNDL em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise aponta que 50% dos entrevistados sofreram algum golpe ou tentativa de fraude em 12 meses — cerca de 18,8 milhões de consumidores em 2025. O dado acende um alerta sobre custo econômico direto e a erosão da confiança no sistema de pagamentos.
Instituições, especialmente bancos digitais, passaram a oferecer ferramentas úteis: bloqueio temporário, notificações instantâneas e gestão de limites pelo aplicativo. Esses recursos, citados por bancos como o Inter, reduzem o tempo entre a fraude e a resposta do cliente — e, por consequência, os prejuízos. Ainda assim, a oferta de proteção não pode substituir obrigação de as instituições tornarem controles padrão mais acessíveis e eficazes.
A prevenção depende tanto do usuário quanto da infraestrutura. Cuidados práticos como não compartilhar fotos do cartão, usar sites e apps oficiais, manter sistema e aplicativos atualizados, ativar biometria e autenticação em dois fatores, e revisar faturas e notificações são fundamentais. Ao detectar movimentação desconhecida, o bloqueio imediato pelo aplicativo e a solicitação de cancelamento e segunda via continuam sendo passos essenciais.
Além dos danos individuais, o aumento das fraudes tem impacto macro: eleva custos administrativos, pressiona o consumidor e pode exigir respostas regulatórias mais rígidas. A redução efetiva de prejuízos passa por ação coordenada — bancos ampliando proteções nativas, reguladores reforçando fiscalização e campanhas de educação financeira para elevar a capacidade de defesa dos usuários.