Mesmo em um ambiente de taxa Selic elevada, os fundos imobiliários continuam a atrair investidores que buscam renda periódica e vantagem fiscal. A isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos é apontada por gestores e comentaristas como peça-chave para manter o apelo dos FIIs frente a alternativas tributadas.
Além da tributação, a liquidez proporcionada pela negociação em bolsa é um diferencial em relação à compra direta de imóveis: cotas podem ser vendidas com mais rapidez, reduzindo o custo de oportunidade para quem precisa transformar posições em caixa. Esse aspecto ajuda a explicar a crescente participação de pessoas físicas no segmento.
Especialistas ouvidos destacam, porém, que a popularidade não elimina riscos. A sensibilidade dos fundos às variações da taxa de juros pode pressionar preços quando a Selic sobe, e a qualidade dos ativos — localização, padrão e taxa de ocupação — e o histórico dos gestores continuam cruciais para resultados estáveis. A recomendação é de análise criteriosa do portfólio e dos custos envolvidos.
O debate sobre FIIs também ecoa um componente cultural: a preferência do investidor brasileiro por ativos ligados a imóveis mantém fluxo para o setor. Mas a combinação entre ambiente macro menos favorável e a necessidade de seleção rigorosa exige que a atração por renda isenta venha acompanhada de diligência, objetivo claro e gestão do risco.