O furacão Isaías provocou interrupções significativas na produção offshore do Golfo do México, segundo dados da Administração de Minerais Marinhos (MMA). Em relatório de 10 de outubro, a agência registrou corte de cerca de 68,76% da produção diária atual de petróleo e 57,44% da produção de gás natural em função da aproximação do ciclone pós-tropical.
Em atualização posterior, a MMA informou que, em resposta ao sistema, produtores chegaram a suspender o equivalente a 16,13% da produção de petróleo e 16,59% da produção de gás natural; e que, até às 11h de terça-feira (horário central dos EUA), o pessoal havia sido evacuado de cinco plataformas, o que representa 1,35% das 371 plataformas tripuladas na região.
O balanço operacional também registra evacuação de 113 plataformas (30,46% das tripuladas) em momento anterior do evento, e saída de equipes de oito plataformas não dinamicamente posicionadas — 72,7% das 11 desse tipo em operação no Golfo. Os números expõem a vulnerabilidade logística e a capacidade de interrupção rápida das operações offshore diante de eventos climáticos extremos.
Do ponto de vista econômico, a paralisação temporária da produção cria um choque de oferta que tende a pressões pontuais sobre os preços do petróleo e do gás, além de riscos para a cadeia de suprimentos de refinarias e contratos de exportação. A retomada segura das atividades depende de avaliações técnicas e meteorológicas; os próximos boletins da MMA serão determinantes para avaliar duração e custo real desse impacto.