O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, realiza nesta quinta-feira (13), às 16h15, nova audiência de conciliação para tratar da execução do acordo que prevê aporte de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A iniciativa foi tomada após reclamação do governo do Distrito Federal sobre a demora da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em definir as condições para a operação.
Estão convocados representantes do DF, do BRB, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal. Segundo o FGC, ainda não recebeu o balanço do BRB, documento que considera essencial para avaliar o pedido de capitalização. O cenário é consequência das perdas sofridas pela instituição em operações com o Banco Master.
A questão tem impacto prático e político: a demora na deliberação amplia a pressão sobre a União e sobre o próprio FGC e expõe risco aos cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais que o BRB administra para cinco tribunais. Para o DF, a ausência de decisão configura omissão e justifica a convocação do encontro no STF; para o governo federal, a necessidade de informações completas recai sobre o banco e suas demonstrações financeiras.
A audiência é um retrato do impasse técnico e político que cerca a recomposição do patrimônio do BRB. O que se acompanhará nas próximas horas é se o FGC receberá os dados exigidos e se a União cumprirá as obrigações acordadas — respostas que definirão prazos, próximos passos e o grau de desgaste institucional da gestão federal diante de uma solução considerada urgente para preservar depositantes e a estabilidade operacional do banco.