O Goldman Sachs reportou lucro líquido de US$ 6,63 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 78% ante o mesmo período de 2025, com EPS de US$ 20,98 — bem acima da expectativa de US$ 14,50 apurada pela FactSet. O retorno anualizado sobre o patrimônio (ROE) ficou em 23,5%, sinalizando rentabilidade elevada para um grande banco de investimento.
A receita líquida cresceu 39%, para US$ 20,34 bilhões, impulsionada sobretudo pela divisão Global Banking & Markets, que somou US$ 15,52 bilhões — alta de 53% na comparação anual. As taxas de banco de investimento subiram 55%, para US$ 3,40 bilhões, beneficiadas por ofertas públicas, emissões de dívida e assessoria em fusões e aquisições; o backlog dessa área também avançou em relação a trimestres anteriores. No pré-mercado, as ações subiram cerca de 1,37%.
Do lado dos custos, as despesas operacionais aumentaram 26%, para US$ 11,67 bilhões, refletindo maiores gastos com remuneração e despesas de transação. As provisões para perdas com crédito caíram para US$ 102 milhões, de US$ 384 milhões um ano antes. O conselho aprovou elevação do dividendo trimestral para US$ 5,00 por ação (de US$ 4,50) e o banco devolveu US$ 5,36 bilhões aos acionistas no período, entre recompras (US$ 4,0 bilhões) e dividendos (US$ 1,36 bilhão).
O balanço desenha um banco que aproveita um ciclo favorável de mercados de capitais para gerar lucro e reforçar retornos aos acionistas. Ao mesmo tempo, a combinação de gastos crescentes com remuneração e forte alocação em buybacks levanta a questão sobre prioridades de capital em cenários menos benignos. Para investidores, o resultado confirma a resiliência dos grandes players de Wall Street; para concorrentes e reguladores, reforça o sinal de que atividade de banco de investimento segue sendo motor central de lucros.