O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial a medida provisória 1.382, que autoriza a União a aumentar sua participação em fundos garantidores e a combinar recursos com instituições financeiras para viabilizar operações de crédito. A MP libera até R$ 2 bilhões para o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e R$ 750 milhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
A prorrogação do programa Novo Desenrola foi formalizada por portaria do Ministério da Fazenda e vale até o fim de agosto; o anúncio foi feito pelo ministro Dario Durigan. A extensão se aplica apenas às instituições que, até 30 de julho, tenham efetivado pelo menos mil operações com garantia do FGO. O governo espera alcançar até 10 milhões de pessoas com a iniciativa.
A operação amplia o acesso ao crédito e facilita renegociações para consumidores e para programas como o Move Brasil, citados pelo ministro, mas também aumenta a exposição fiscal do Tesouro. A autorização para combinar recursos público-privados e o aporte adicional elevam passivos contingentes que exigem regras claras de contabilização e mecanismos de proteção ao erário.
Politicamente, a medida tenta acelerar renegociações e gerar ganhos imediatos de imagem, mas pode abrir espaço para críticas de economistas e fiscalistas sobre o custo de curto prazo e a transparência das operações. É essencial que o governo divulgue critérios, limites e projeções de impacto orçamentário para evitar debates sobre responsabilidade fiscal e riscos futuros.