O governo brasileiro solicitou nova rodada de negociações com o USTR após técnicos se encontrarem nesta terça-feira (7) com representantes americanos no segundo dia de audiências que tratam da aplicação de tarifas de 25% sobre produtos do Brasil. Marcio Elias Rosa confirmou o pedido de reunião com Jamieson Greer e a expectativa de continuidade das conversas até o prazo de 15 de julho.
A avaliação oficial, conforme as conversas em Brasília, é de que é pouco provável reverter integralmente a decisão americana. Há ainda outras faixas tarifárias já em vigor — citadas nas discussões como uma sobretaxa de 12,5% aplicada a várias economias — o que agrava o quadro para exportadores brasileiros e amplia o risco para a balança comercial.
Fontes e analistas que acompanham as negociações descrevem o ambiente como cordial, porém com pouca objetividade de ambas as partes na hora de trocar concessões. Entre os temas sensíveis citados estão etanol, abertura do mercado de veículos e produtos químicos. Mantém-se também a possibilidade de exclusões pontuais depois da decisão — casos citados em episódios anteriores incluem suco de laranja, aeronaves da Embraer, café e carnes.
Com o prazo de 15 de julho se aproximando, o governo enfrenta o dilema de intensificar esforços diplomáticos para buscar exclusões ou preparar medidas de mitigação para setores mais expostos. Politicamente, o episódio aumenta o custo da agenda comercial e cria pressão sobre a estratégia negociadora, enquanto exportadores poderão sofrer impacto imediato em receita e competitividade caso as tarifas entrem em vigor.