O governo informou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será enviado ao Congresso incluindo um salário mínimo de R$ 1.741, um aumento de R$ 120 em relação ao piso de 2026, hoje em R$ 1.621. O reajuste representa 7,4% em termos nominais e, segundo a equipe econômica, um ganho real de 2,4% acima da inflação.
Prazos e aplicação foram confirmados pela Fazenda: a peça orçamentária tem de chegar ao Congresso até 31 de agosto e será submetida à análise da Comissão Mista do Orçamento. Se aprovado, o novo valor vigorará a partir de janeiro de 2027, com reflexo nos pagamentos realizados em fevereiro. O cálculo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro e o crescimento da economia nos dois anos anteriores.
O impacto orçamentário é direto. Benefícios indexados ao salário mínimo — como aposentadorias do INSS, seguro‑desemprego e abono salarial — não podem ficar abaixo do piso, o que amplia as despesas obrigatórias. A equipe da Fazenda diz buscar racionalidade e que o aumento das despesas obrigatórias será um pouco inferior ao aumento geral do orçamento, mas a operação pressiona o arcabouço fiscal e exigirá compensações ou ajustes em outras áreas.
Do ponto de vista político e social, o ganho real oferece alívio à renda dos mais pobres e pode ter repercussão positiva imediata entre beneficiários. Ao mesmo tempo, a elevação das despesas obrigatórias aumenta a conta do Tesouro e será ponto de atenção na tramitação do PLOA no Congresso, onde diferentes prioridades e pressões podem alterar o texto original enviado pelo Executivo.