O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que a instabilidade gerada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã segue capaz de pressionar o preço do petróleo e, por consequência, do diesel no Brasil. Em seminário da Firjan, ele indicou haver disposição do governo federal para prorrogar as medidas adotadas para conter a alta, caso a conjuntura internacional exija.

As medidas combinadas anunciadas pelo Executivo incluíram a zeragem do PIS/Cofins sobre o óleo diesel e a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com divisão igual de custos entre União (R$ 0,60) e governos estaduais (R$ 0,60). Segundo o ministro, as ações reduziram o risco de uma “explosão” de preços que afetaria o setor privado e a cadeia de transporte.

A eventual prorrogação, porém, tem custo político e fiscal. Subsídios temporários aliviam pressões imediatas sobre a inflação e a atividade, mas ampliam encargos orçamentários e deslocam ônus para as contas dos Estados, já pressionadas. Para além do impacto direto nas finanças, a permanência da medida complica a narrativa de responsabilidade fiscal que o Executivo procura sustentar.

Com mercados sensíveis a choques externos, o governo sinaliza que não descarta alternativas e está disposto a agir rapidamente. Resta ao Executivo calibrar prazo e condições da prorrogação, enquanto Estados avaliam se conseguem suportar a parte do custo — e eleitores e mercados monitoram o arranjo em busca de sinais sobre a sustentabilidade fiscal.