Em entrevista ao Bastidores CNN, o pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o Brasil poderia operar com taxas de juros mais baixas. Ele ressaltou que emitir opinião sobre política monetária é legítimo e sublinhou o respeito institucional ao Banco Central e ao seu presidente, Gabriel Galípolo.
A declaração reabre um debate sensível num ano eleitoral: por um lado, Haddad reivindica um espaço público de discussão; por outro, intervenções de figuras políticas sobre juros costumam gerar desconforto no mercado e questionamentos sobre a preservação da autonomia técnica da autoridade monetária.
O pré-candidato defendeu o diálogo como caminho para construir consensos e, ao tratar da composição da chapa em São Paulo, citou nomes como Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França, destacando a experiência administrativa e a reputação ilibada dos possíveis aliados.
Na prática, a fala tem dois efeitos concretos: reacende o debate sobre o custo do crédito e sua influência no orçamento das famílias, e obriga a campanha a calibrar o discurso para não dar margem à interpretação de tentativa de pressão sobre o Banco Central. Mercados e analistas acompanharão a sequência de posicionamentos.