O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, afirmou que o núcleo da inflação dos EUA voltou a um patamar que, segundo ele, coincide com as expectativas do Federal Reserve, citando a leitura do CPI de junho. Hassett ressaltou que, ao excluir energia, o índice acelerou queda e classificou o relatório como o melhor em anos, atribuindo diretamente o movimento a ações do governo Trump.
Na entrevista, o conselheiro enumerou medidas do Executivo — da redução de custos em alimentos e remédios à ordem pública que, segundo ele, barateou seguros de automóveis — como fatores para a desaceleração. A interpretação política dos números busca transformar indicadores macro em argumento de eficiência administrativa, mas depende de correlações que a análise técnica nem sempre confirma de forma tão direta.
Hassett também previu nova queda nos preços da gasolina e disse que cargas de petróleo estão chegando a estoques em volume incomum, sem apresentar detalhes. Essa leitura contrasta com a evolução recente dos preços da commodity, que voltaram a operar nos maiores níveis desde o cessar‑fogo anunciado no fim de junho, o que expõe uma tensão entre a narrativa oficial e sinais do mercado.
Por fim, o assessor defendeu diretrizes bancárias que desestimulam empréstimos a imigrantes em situação irregular, classificando a medida como estabilidade financeira. Além do impacto social, a opção tem custo político e jurídico potencial, ao misturar avaliação de risco econômico com critérios migratórios — uma escolha que tende a gerar debates sobre discriminação e sobre a instrumentalização de regras prudenciais para fins políticos.