Brasília, DF — Hedge é a estratégia financeira usada para proteger patrimônio de variações de preço e de taxas. Funciona como um seguro: o objetivo é reduzir o impacto de quedas ou oscilações em ativos e contratos.

Na prática, um investidor que comprou uma ação a R$ 20 pode adquirir uma opção de venda (put) que fixa esse preço. Se o papel cair para R$ 10, quem comprou a put consegue vender pelo preço travado de R$ 20.

Essa é uma estratégia utilizada largamente por investidores, por exportadores que precisam de alguma forma travar o câmbio e se proteger de valorizações ou desvalorizações cambiais

A proteção tem custo e efeitos colaterais. Se o ativo se valorizar, o ganho do investidor coberto pode ser limitado. Contratos de hedge diminuem riscos específicos, mas não eliminam todos os riscos de mercado.

Hedges se aplicam a diversos instrumentos: derivativos, câmbio, commodities e títulos. Exportadores frequentemente travam o câmbio com contratos futuros de dólar; companhias aéreas podem comprar futuros de petróleo para reduzir a exposição ao aumento do preço do combustível.

“Essa é uma estratégia utilizada largamente por investidores, por exportadores que precisam de alguma forma travar o câmbio e se proteger de valorizações ou desvalorizações cambiais”, disse Bernardo Pascowitch. O tema foi tratado no programa Resenha do Dinheiro, apresentado por Marilia Fontes, Bernardo Pascowitch e Thiago Godoy; vai ao ar sextas-feiras, às 19h, no canal CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.