Para o CIO da MRV, a inteligência artificial deixou de ser tecnologia complementar para assumir posição central na definição dos modelos operacionais das empresas, num movimento comparável ao impacto da internet duas décadas atrás. A presença da IA em áreas como comercial, produção, assistência técnica e cobrança já é observada, segundo Sima, e tende a se ampliar nos próximos anuais.

A incorporação ampliada da IA deve acelerar processos, automatizar tarefas rotineiras e gerar insights que influenciam estratégia e execução. Na prática, isso pode traduzir-se em ganhos de produtividade e redução de custos operacionais, reforçando a pressão por eficiência em um ambiente corporativo que exige resultados mensuráveis e responsabilidade fiscal.

Ao mesmo tempo, a inevitabilidade apontada pelo executivo traz custos de transição: investimentos em tecnologia, mudanças nos fluxos de trabalho e necessidade de requalificação da força de trabalho. Empresas que não acompanharem terão desvantagem competitiva; aquelas que avançarem sem governança adequada correm riscos de vieses, falhas de controle e problemas de compliance.

Do ponto de vista do mercado e da política econômica, a difusão da IA amplia o debate sobre regulação, proteção de dados e políticas públicas de capacitação. Para gestores e investidores, a mensagem é clara: a tecnologia já não é opcional, e a capacidade de integrar IA aos processos de negócio será critério decisivo para eficiência, custo e adaptabilidade das empresas.