Com a evolução rápida das ferramentas de inteligência artificial, o cinema já incorpora a tecnologia em várias fases da produção: desde a criação de storyboards até ajustes de iluminação e pós‑produção.
Plataformas e estúdios confirmam testes práticos. A Netflix declarou uso de IA em efeitos e correções de fundo e, em março de 2026, adquiriu a startup InterPositive, fundada por Ben Affleck. Lionsgate, Amazon MGM Studios, Disney e A24 também anunciaram aplicações semelhantes.
A adoção é motivada sobretudo por economia e agilidade: algoritmos podem reduzir custos e permitir cenas complexas — como ambientes alienígenas ou multidões — que antes exigiriam orçamentos e equipes muito maiores.
No circuito independente, já existem dezenas de produções majoritariamente geradas por IA. O caso mais ambicioso citado é The Cully Hill Boys, da Higgsfield AI: cerca de 110 minutos, orçamento estimado em US$ 2 milhões, produzido em quatro semanas, com versões digitais licenciadas de Israel Adesanya e Quinton 'Rampage' Jackson; a equipe envolvida teve 28 profissionais.
Mesmo com avanços notáveis, nenhuma grande produtora lançou um longa inteiramente feito por IA com qualidade equiparável às principais produções de Hollywood. Por ora, as ferramentas atuam como complemento em estúdios e como alternativa experimental entre criadores independentes.