O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 0,7% em março na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18). Na decomposição, agropecuária e indústria caíram 0,2% cada, enquanto serviços registraram a maior queda, de 0,8%. Excluindo a agropecuária, o índice mostrou recuo de 0,9% no mês.
No balanço do trimestre encerrado em março, porém, o IBC-Br apontou alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, e, em 12 meses, o avanço foi de 1,8%. Os números combinam a leitura de curto prazo — com a fraqueza de março — e uma melhora comparativa mais moderada quando avaliada em base trimestral e anual.
A queda mensal, concentrada em serviços, merece atenção porque esse setor costuma ser o principal motor da criação de empregos e do consumo interno. O recuo generalizado nas componentes industriais e de serviços sugere que a recuperação continua sujeita a volatilidade e choques de demanda, o que complica a narrativa oficial de recuperação robusta e mínima estabilidade do crescimento.
Os dados do IBC-Br são um retrato pontual e não uma previsão definitiva, mas acendem alerta para a necessidade de medidas que incentivem investimento e aumento de produtividade. A agenda econômica terá de mostrar capacidade de sustentar a atividade além de oscilações mensais: a leitura das próximas pesquisas e do PIB oficial do IBGE será determinante para confirmar se o avanço trimestral se transforma em trajetória consistente.