A IBM encerrou o segundo trimestre fiscal de 2026 com lucro líquido de US$ 2,17 bilhões, em leve queda na comparação anual. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,30, abaixo do consenso de US$ 2,95 apurado pela FactSet. A receita do período subiu apenas 1%, alcançando US$ 17,2 bilhões.

No detalhamento por unidades, o segmento de software registrou receita de US$ 7,76 bilhões, alta de 5%; consultoria ficou estável em US$ 5,33 bilhões; já a infraestrutura caiu 7%, para US$ 3,84 bilhões, com a linha de mainframes Z registrando recuo de 42%. A empresa atribuiu ganhos de margem e de caixa a ganhos de produtividade via maior uso de IA, ajustes comerciais e otimização da cadeia.

A IBM revisou a projeção de crescimento de receita para o ano fiscal, agora estimada entre 4% e 5%, abaixo da meta inicial de mais de 5%. Em 14 de julho a companhia já havia emitido um alerta sobre desempenho, evento que provocou queda das ações — ainda assim, os papéis recuperaram parte das perdas e avançavam 2,13% no after hours.

O resultado acende alerta sobre a velocidade da transição do negócio: a queda acentuada em mainframes evidencia o custo de migrar receitas legadas, e a revisão na previsão restringe o espaço para investimentos e para margem de erro na execução. Para investidores, o quadro exige conversão concreta das iniciativas com IA e de vendas em crescimento sustentável; para a própria IBM, manter a confiança do mercado passa por transformar ganhos operacionais em tração de receita.