O Ibovespa ampliou as perdas na manhã desta sexta-feira, acompanhando um quadro de menor apetite por risco no mercado global. Por volta das 10h41, o índice operava em queda expressiva, refletindo também a continuidade do movimento negativo observado nos pregões anteriores, quando o índice acumulou uma sequência de resultados fracos, com alguns papéis reportando balanços abaixo do esperado.

No câmbio, o dólar avançou de forma marcante frente ao real, enquanto as cotações da commodity energética registravam oscilações. A volatilidade do petróleo segue ligada às tensões no Oriente Médio e a declarações de que medidas militares e sancionatórias podem se estender, fatores que mantêm os preços sensíveis a notícias geopolíticas e impactam ativos emergentes.

Investidores domésticos também digerem números econômicos mornos: as vendas varejistas recuaram em julho, frustrando expectativas de leve alta, e dados de fluxo mostram uma saída próxima de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro da bolsa em agosto até a última apuração. O movimento evidencia como a volta do risco fiscal ao radar e a proximidade do calendário eleitoral têm alterado a disposição por ativos brasileiros.

No front das políticas, o Banco Central entrou com um leilão de rolagem de swaps cambiais para alongar vencimentos, medida típica para amenizar pressões de curto prazo. Mas a combinação de choques externos, retirada de recursos e incerteza política amplia desgaste sobre a narrativa de estabilidade e exige respostas mais claras de autoridades e agentes econômicos — especialmente em um mês marcado por pesquisas eleitorais que podem influenciar o comportamento dos investidores.