O Ibovespa perdeu força na tarde desta quinta-feira (5) e renovou mínima em 166.785,23 pontos por volta das 15h30 (de Brasília), queda de cerca de 0,46%, após iniciar o dia perto dos 169 mil pontos.
O recuo acompanha a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano, anunciada na quarta (4). No comunicado, o comitê citou piora nas expectativas de inflação e um cenário de elevada incerteza.
No câmbio, o dólar subiu 0,48% e era negociado a R$ 5,48 na venda, influenciado também pela alta do petróleo: Brent avançava 3,74% a US$ 98,14 e o WTI, 2,91% a US$ 90,70. Na véspera a moeda havia fechado em R$ 5,4511, queda de 0,64%.
Os juros futuros tiveram movimentos mistos: o DI jan/2028 cedia para 14,320% (de 14,420%), o jan/2029 caía para 14,725% (de 14,785%) e a partir de jan/2031 a taxa subiu para 15,000% (ante 14,975%). Entre os papéis, Bradesco recuava 0,86% e Itaú oscilou de queda acentuada para leve alta de 0,05%.
Investidores também reagiram à convocação de reunião pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para discutir questões econômicas com nomes como Fernando Haddad e Dario Durigan; estavam previstos Guido Mantega, Bruno Moretti, Aloizio Mercadante e o vice Geraldo Alckmin, enquanto a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi colocada em dúvida por fontes. Petrobras PN caiu 1,07% apesar do avanço do petróleo; Vale subiu 0,77% após minério de ferro na China atingir máxima de um mês (contrato de Dalian a 691 iuanes, US$ 103,61/t).