O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,86%, aos 180.342,33 pontos, perdendo a casa dos 180 mil na mínima do dia. A sessão foi dominada por um mix de resultados corporativos e leituras de inflação, num ambiente em que o preço do petróleo voltou a influenciar fortemente a precificação de ativos.

No front externo, o impasse entre Estados Unidos e Irã reduziu as expectativas de um acordo rápido, enquanto o barril do Brent negociou em torno de US$ 107. Analistas relatam que a escalada do risco geopolítico — com foco no estreito de Ormuz e nos custos logísticos — tem colocado o petróleo como vetor principal de ajuste nas carteiras.

No plano doméstico, o IPCA desacelerou para 0,67% em abril, mas a inflação em 12 meses subiu para 4,39%, sinalizando pressões mais difusas nos preços. Para casas como a EQI, o resultado reforça que a convergência da inflação à meta será gradual, o que sugere necessidade de um juro terminal mais elevado e complica a narrativa de queda rápida da taxa real.

O dólar à vista fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8949, mantendo a divisa com perda acumulada de 10,82% no ano ante o real. A moeda oscilou em margens estreitas, mas a combinação de inflação ainda disseminada, balanços corporativos e risco geopolítico tende a tornar o humor dos investidores mais cauteloso, exigindo vigilância sobre próximos dados e resultados empresariais.