O pregão desta segunda-feira abriu sem direção clara: por volta das 11h50 o Ibovespa registrava leve alta de 0,06%, aos 169 mil pontos, enquanto o dólar à vista avançava 0,18%, cotado a R$ 5,17 na venda. As ações da Vale exerceram pressão negativa diante da queda do minério de ferro, com WEG, Petrobras e Embraer atuando como contrapesos à baixa.
No foco internacional, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos entre Irã e Israel. O barril do Brent chegou a superar US$ 98 antes de ceder, sendo negociado a US$ 94,37, em alta de 1,38% — movimento que amplia o prêmio de risco e alimenta a volatilidade em ativos emergentes.
No front doméstico, a pesquisa Focus mostrou piora nas expectativas de inflação para 2026 e elevou a mediana das projeções para a Selic ao final do ano, para 13,50% ante 13,25% no levantamento anterior. Analistas do Itaú BBA apontam tendência de baixa de curto prazo para o Ibovespa e destacam a necessidade de superar os 179.500 pontos para voltar a um viés neutro.
O conjunto de fatores — geopolítica sensível, alta do petróleo e reajuste nas expectativas de juros — acende alerta para a política econômica e para o custo do capital. A manutenção da volatilidade pode aumentar o prêmio de risco exigido pelos investidores e dificultar a recuperação da bolsa, exigindo sinais claros de estabilidade nos preços das commodities e na trajetória da inflação.