O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (27) em alta de 0,43%, aos 175.329,46 pontos, registrando o sétimo pregão positivo consecutivo. O índice oscilou entre 173.660,79 e 175.557,63 pontos, com volume financeiro de R$ 20,81 bilhões antes dos ajustes finais. No câmbio, o dólar à vista avançou 0,21%, a R$ 5,1641, acumulando queda de 5,92% no ano. A sessão foi marcada por variações contidas e por dois leilões cambiais do Banco Central, enquanto o mercado também monitorou Wall Street, resultados da Nvidia e o discurso do presidente do Fed em Jackson Hole.

O principal motor do pregão foi Petrobras: as ações da estatal subiram entre 2,9% e 3,1, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo e por decisões corporativas recentes. A companhia anunciou o resgate antecipado de títulos globais com vencimento em 2028, de cerca de US$ 1 bilhão; lançou, em parceria com a Seatrium, duas embarcações que devem elevar a produção no campo de Búzios em 450 mil barris por dia no próximo ano; e aumentou o limite de crédito para que a Braskem adquira matérias‑primas, para R$ 2,35 bilhões. Braskem, que saiu do Ibovespa após pedido de recuperação judicial, chegou a avançar 20% no pregão.

Entre outros destaques, Totvs subiu perto de 7% após o UBS BB elevar o preço‑alvo para R$ 36,50. C&A avançou cerca de 4% depois de apresentar plano de expansão com abertura de 60 a 80 lojas entre 2027 e 2030. No setor financeiro houve movimento misto: Itaú Unibanco recuou 1,09%, Santander -1,08% e BTG Pactual -1,09%, enquanto Banco do Brasil avançou 2,72% e Bradesco 0,35%. Vale subiu quase 1%, mesmo com futuros do minério de ferro na China em queda de 0,28% em Dalian. No setor siderúrgico, Gerdau ganhou 4,94%, Usiminas 1,26% e CSN 2,09%; o UBS BB reiterou recomendação de compra para Gerdau e Usiminas e ajustou preços‑alvo (Gerdau de R$28 para R$31; Usiminas de R$14 para R$12).

A leitura do dia é dupla: ações específicas, sobretudo Petrobras, sustentaram o rali do índice, enquanto medidas do BC limitaram a volatilidade cambial. Esse padrão deixa claro o peso de poucos nomes na performance do Ibovespa — um impulso que eleva o índice no curto prazo, mas também expõe investidores à concentração. Com indicadores domésticos de emprego, resultados corporativos internacionais e Jackson Hole na agenda, a liquidez e a direção dos ativos seguem sujeitas a ruídos externos e a decisões pontuais de grandes emissores.