O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda marginal de 0,21%, aos 171.132,66 pontos, mas conseguiu fechar a semana com alta de 1,25% — a primeira elevação semanal desde abril e o fim de uma sequência de oito semanas no vermelho, segundo dados da LSEG. No pregão, as ações da Petrobras foram o principal vetor de baixa e pesaram sobre o desempenho do índice.
No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,76%, cotado a R$ 5,0610, acumulando perda semanal de 1,83% e queda de 7,80% no ano frente ao real. O movimento acompanhou a apreciação de moedas emergentes e o alívio provocado pela percepção de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã — ainda que declarações conflitantes das partes mantenham incerteza sobre os termos do eventual acordo.
O possível entendimento entre Washington e Teerã contribuiu para queda nos preços do petróleo, que fecharam a semana com recuo de cerca de 6% e voltaram à região dos US$ 90 por barril, segundo participantes do mercado. Para analistas consultados, essa compressão de preços foi determinante para a pressão sobre papéis do setor energético, onde a Petrobras tem forte peso na carteira do índice.
Além do contexto externo, investidores repercutiram dados locais: o IPCA de maio subiu 0,58% e a inflação em 12 meses avançou para 4,72%, acima do teto da meta (4,68%). Economistas destacam que o retorno da inflação ao limite superior da meta complica a trajetória de afrouxamento monetário e amplia a probabilidade de que o Banco Central encerre o ciclo de cortes de juros na próxima reunião. Na combinação entre ruído externo e custo inflacionário, o mercado segue seletivo e atento a sinais que possam alterar risco e avaliação de ativos.