O Ibovespa foi o ativo com melhor retorno para investidores na prévia de 2026, conforme levantamento da consultoria Elos Ayta publicado nesta quinta-feira (30). O principal índice da bolsa brasileira subiu 16,26% no ano até o fim de abril. Em seguida aparecem o Idiv, com alta de 13,77%, e o ouro, que avançou 5,69%.

No extremo oposto do ranking, os ativos ligados ao exterior registraram as piores performances: o bitcoin perdeu 21,35% e aparece na lanterna, enquanto o Euro Ptax e o Dólar Ptax caíram 9,55% e 9,34%, respectivamente. O resultado traduz um movimento claro de diferença entre retorno doméstico e exposição internacional.

O desempenho do Ibovespa reflete um ciclo positivo que atravessa a bolsa desde 2025 — o índice chegou a tocar os 200 mil pontos no ano passado —, embora o mercado tenha mostrado perda de fôlego nas últimas semanas. Depois de recuar 0,7% em março, a carteira encerrou abril praticamente estável, com variação de -0,08%. Para analistas, o ranking sinaliza que investidores têm buscado calibrar risco, combinando renda variável local com ativos defensivos.

A manutenção do bitcoin na última posição amplia a lição sobre volatilidade das criptomoedas: a queda que se aprofundou desde o fim de 2025 segue pressionando retornos de carteiras com exposição internacional. Para gestores e poupadores, o painel aponta a necessidade de reavaliação de alocação e controle de risco diante da assimetria entre ganhos domésticos e perdas em ativos externos.