O Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, e encerrou a semana com perda acumulada de 18,12% — o pior resultado semanal desde março de 2020. No mês, o principal índice da B3 recuou 9,75%, a maior baixa mensal desde junho de 2022.

Operadores atribuem o movimento à forte reprecificação de ativos após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que contrariou expectativas do mercado e elevou a aversão ao risco. A saída expressiva de capital estrangeiro intensificou as vendas e pressionou os preços das ações.

problema de segurança

O dólar acompanhou o ajuste: subiu 1,09% no dia e encerrou a R$ 5,446, maior cotação de 2026, acumulando alta de 9,15% na semana pós‑turno. No plano macro, o IBGE mostrou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre até setembro (5,6 milhões de desocupados), a menor para um terceiro trimestre desde 2012.

Fatores externos também pesaram. Um ataque à Binance — com cerca de US$ 6,3 bilhões em criptoativos roubados e US$ 2,54 bilhões congelados — derrubou Bitcoin e outras moedas; nos EUA, Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones recuaram com temores sobre custos da expansão em tecnologia e IA. A combinação eleva o custo de capital e reduz apetite por risco, pressionando perspectivas de curto prazo para a bolsa brasileira.