O Ibovespa recuou 0,20% na manhã desta terça, para 186.167 pontos, em sessão dominada pela reavaliação de riscos externos e pelo fraco indicador de atividade doméstica. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 22 bilhões; na véspera o índice havia sido sustentado por papéis da Petrobras após alta do petróleo no mercado internacional.
No câmbio, o dólar à vista subiu 0,13%, cotado a R$ 5,1589, enquanto o contrato futuro mais líquido para outubro caía 0,14%, a R$ 5,1645. O índice DXY avançava 0,11%, para 99,71 pontos. O Banco Central colocou hoje na praça um leilão regular de rolagem com oferta de 50.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro, em um dia de fluxo técnico e atenção a posições de hedge.
O recuo do IBC‑Br em julho, de 0,20% frente a junho (ante expectativa de -0,10%), acende alerta sobre o ritmo de recuperação da atividade e complica a narrativa de que a economia já permite relaxamento monetário adicional. No exterior, a decisão do Federal Reserve — aguardada para as 15h — tem expectativa de alta de 0,25 ponto percentual, a primeira desde 2023, o que eleva o custo global de financiamento e pressiona ativos emergentes.
No plano doméstico, o mercado trabalha com a última redução de 0,25 ponto na Selic pelo Copom antes da eleição, a quinta seguida, segundo o Boletim Focus. O cruzamento entre menor atividade, fim do ciclo de cortes e incerteza externa reduz margem de manobra para o Banco Central e impõe ao governo e ao mercado a necessidade de ajustar expectativas. Investidores também digerem desdobramentos institucionais — incluindo a sessão do STF — que adicionam ruído e podem amplificar volatilidade nas próximas sessões.