O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira em queda de 2,38%, aos 183.218,26 pontos, após oscilar entre máxima de 187.779,31 e mínima de 182.867,75 no pregão. O movimento refletiu uma combinação de resultados corporativos abaixo do esperado — com destaque para perdas em ações como Axia e Bradesco — e o recuo dos papéis de Petrobras e outras petrolíferas.
No mercado cambial, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,05%, a R$ 4,9230 na venda, após ter sido cotado a R$ 4,89 mais cedo. Apesar da estabilização recente, a moeda acumula queda de 10,31% no ano frente ao real, e os investidores seguem atentos ao noticiário externo, sobretudo ao desenrolar das negociações entre EUA e Irã e ao encontro entre os presidentes no plano internacional.
Lucca Bezon, analista da StoneX: a queda do petróleo e a perda de força do dólar frente a outras divisas reduziram o apetite por risco e repercutiram na B3.
O recuo do petróleo para patamares abaixo de US$ 100 o barril ocorreu em meio a relatos de aproximação de um acordo parcial entre Washington e Teerã, que poderia normalizar parcialmente o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Para analistas de mercado, a combinação de preços do petróleo mais baixos e um dólar enfraquecido frente a várias divisas reduziu o apetite por ativos de risco no curtíssimo prazo e pressionou cotações sensíveis à matéria-prima, segundo Lucca Bezon, analista da StoneX.
Do ponto de vista político-econômico, a sessão deixa claro que o mercado brasileiro continua muito exposto a choques externos e a leituras de resultados domésticos. A sucessão de balanços corporativos nas próximas semanas será determinante para definir se a tendência de ajuste se mantém ou se haverá recuperação sustentada. Para investidores e gestores, a principal consequência imediata é o aumento da volatilidade e a necessidade de reavaliar exposição em setores atrelados ao petróleo.