O Ibovespa reverteu as perdas da abertura e passou a subir 0,86% por volta das 13h30, atingindo 173.471,98 pontos, em sessão marcada pela mudança de foco dos investidores para o cenário internacional. Mais cedo o índice operou em queda, pressionado pelo desempenho negativo de blue chips como Petrobras, Vale e Itaú Unibanco, alinhado ao viés desfavorável observado em bolsas no exterior.

O movimento de alta ocorreu na esteira da redução das apostas de alta de juros pelo Federal Reserve até o fim do ano, o que aliviou ativos de risco. Em paralelo, o dólar iniciou o dia em baixa ante o real: às 9h20 a moeda à vista cedia 0,30%, cotada a R$ 5,163 na venda. Na quinta-feira a moeda fechou em R$ 5,1805, com recuo de 0,39%.

Ao mesmo tempo, o Banco Central realizou às 9h20 um 'casadão' composto por um leilão de venda à vista de US$ 1 bilhão e um leilão de swap cambial reverso de 20.000 contratos, também no valor de US$ 1 bilhão. A operação sinaliza disposição da autoridade monetária em intervir para modular a liquidez e reduzir movimentos excessivos no câmbio diante do ambiente externo.

Para investidores e formuladores de política econômica, o episódio reforça que fatores globais permanecem determinantes para o humor do mercado doméstico. A intervenção do BC contribuiu para atenuar a pressão sobre o real no curtíssimo prazo, mas não elimina a sensibilidade da bolsa e do câmbio a decisões de política monetária nos EUA e a flutuações de sentimento externo.