Por volta das 13h30 desta quinta-feira, o Ibovespa subia 1,44%, a 172.959,67 pontos, acompanhando o viés positivo em praças acionárias no exterior. No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,61%, cotado a R$ 5,170 na venda. Na quarta-feira, a moeda americana havia encerrado o dia em alta de 0,28%, a R$ 5,2006.

O movimento reflete combinação de fatores: dados recentes de inflação no Brasil e projeções atualizadas do Banco Central para indicadores econômicos, além do noticiário corporativo que coloca Braskem e Americanas sob os holofotes dos investidores. Externamente, a melhora no sentimento de risco em outras praças também contribuiu para o fluxo comprador em ações.

Apesar da alta do Ibovespa, a apreciação do real encontra limite diante da força do dólar perante outras divisas no mercado global. Investidores seguem atentos: leituras de inflação que se mostrem mais persistentes poderão recolocar pressão sobre taxas de juros e custos de financiamento, enquanto surpresas na agenda corporativa podem inverter rapidamente o humor sobre papéis mais expostos.

No curto prazo, a combinação entre balanços, divulgação de índices de preços e as projeções do BC tende a manter a volatilidade. Para gestores e agentes econômicos, o cenário exige cautela: ganhos recentes aliviam tensão pontual, mas não eliminam riscos que dependem tanto do comportamento da inflação quanto do ambiente externo.