O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em recuperação, avançando 1,39% para 187.317,64 pontos — máxima intradiária a 187.920,77 e mínima a 184.758,66. Apesar do ganho diário, o índice acumulou queda de 1,8% na semana e fechou abril praticamente estável, com variação negativa de 0,08%. O volume financeiro somou R$ 28,8 bilhões.
No câmbio, o dólar à vista recuou 1,00%, negociado a R$ 4,9523 na venda, menor cotação em mais de dois anos, e acumulou perda de 0,94% na semana. A aparente tranquilidade do real convive, porém, com um quadro de maior fragilidade no mercado acionário: desde que o Ibovespa renovou máximas em meados do mês, a bolsa fechou no azul em apenas uma de dez sessões, acumulando retração de cerca de 7% no período.
Parte desse movimento está ligada ao comportamento do fluxo: embora o mês ainda registre saldo positivo de R$ 6,9 bilhões até o dia 28, o ritmo de entrada de recursos diminuiu — depois de R$ 14,6 bilhões até o dia 15 houve reversão. Investidores seguem atentos também à agenda internacional: oscilações no preço do petróleo e notícias sobre possíveis escaladas geopolíticas repercutiram no humor dos mercados.
O Banco Central, que reduziu a Selic para 14,50% ao ano na véspera, adotou tom de prudência ao ressaltar que futuros ajustes dependerão da evolução dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos. Em suma, a sessão positiva não elimina riscos: a dependência de fluxo estrangeiro, a sensibilidade a choques externos e a necessidade de calibrar juros mantêm incertezas que autoridades e gestores terão de acompanhar de perto.