O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (9), subindo 0,68% e alcançando 169.813 pontos, em uma sessão de recuperação liderada por ações de bancos e pela Vale. Apesar do avanço, o principal índice da B3 não conseguiu se manter acima do patamar de 170 mil pontos — um sinal de que a retomada do mercado ainda tem caráter frágil e dependente de segmentos específicos.
Na véspera o Ibovespa renovou mínimas desde janeiro, afastando-se dos recordes de abril, quando o índice chegou a superar os 199 mil pontos no intraday e reacendeu expectativas sobre a marca inédita de 200 mil pontos. A incapacidade de ultrapassar e sustentar 170 mil pontos aponta para uma alta com pouca amplitude e expõe a fragilidade do fluxo comprador.
O dólar à vista terminou o dia com leve queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1785, e acumula no ano baixa de 5,66% frente ao real. A moeda operou em baixa durante a manhã, mas ganhou força à tarde e fechou próximo da estabilidade, em linha com movimentos globais. No front externo, declarações do presidente dos EUA sobre negociações com o Irã e respostas militares potenciais influenciaram o humor dos mercados e a trajetória dos preços do petróleo.
A cena geopolítica manteve o petróleo no centro das atenções: preços fecharam em queda, mas oscilaram após pronunciamentos que indicaram possibilidades tanto de acordo quanto de retaliação. Para investidores e gestores, o quadro reforça a necessidade de cautela — a dependência de bancos e grandes exportadoras para sustentar altas e a sensibilidade a choques externos indicam que a recuperação ainda é parcial e sujeita a revés. Em curto prazo, a volatilidade ligada à geopolítica e ao petróleo deve continuar a ditar ajustes na alocação de ativos.