O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 se encerra hoje, às 23h59. Segundo estimativa da Receita Federal, cerca de 4 milhões de contribuintes ainda não prestaram contas referentes ao ano-base 2025. Quem perder o prazo fica sujeito a multa por atraso — no mínimo R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido —, além de efeitos práticos sobre documentos e crédito.
Além da penalidade financeira, o atraso pode provocar travamentos no CPF que dificultam emissão de segunda via de documentos e acesso ao crédito. A restituição só é liberada após a entrega correta da declaração; qualquer inconsistência pode levar a seleção para verificação detalhada (malha fina) e retardar o pagamento. Por isso a orientação técnica é clara: entregue dentro do prazo, mesmo que parcial, e corrija depois.
Especialistas lembram que a Receita já dispõe de dados de bancos, empregadores, cartórios e operadoras de saúde, então omitir a declaração não torna o contribuinte invisível — apenas aumenta o risco de cruzamento de informações e autuações. O envio pode ser feito pelo Programa do IR ou pelo portal e-CAC, com acesso via conta gov.br; a declaração pré-preenchida facilita o processo, mas está disponível apenas para contas gov.br nos níveis prata e ouro.
A restituição começa a ser paga a partir de 29 de maio, em quatro lotes, e segue ordem de prioridade: idosos (acima de 80 anos e depois 60+), pessoas com deficiência ou doença grave, profissionais do magistério; em seguida, quem usar pré-preenchida e optar por Pix. O grande volume de não declarantes expõe tanto a fragilidade organizacional de muitos contribuintes quanto o custo potencial em multas e atrasos de ressarcimento — entregar e retificar é, na prática, a alternativa de menor risco.