Cerca de 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS já podem consultar a antecipação do décimo terceiro pelo aplicativo Meu INSS ou pelo site gov.br/meuinss. Quem não tem acesso à internet pode ligar para o 135 (segunda a sábado, das 7h às 22h), informando CPF para confirmação dos dados.

O decreto assinado no fim de março prevê pagamento em duas parcelas: a primeira entre 24 de abril e 8 de maio; a segunda entre 25 de maio e 8 de junho. As datas seguem o dígito final do NIS e a renda — quem recebe apenas um salário mínimo começa a receber antes dos demais. A maioria terá 50% do 13º na primeira parcela; quem passou a receber o benefício após janeiro terá o valor calculado proporcionalmente.

A operação injeta R$78,2 bilhões na economia e marca o sétimo ano consecutivo de antecipações do benefício. Em 2020 e 2021 a medida foi motivada pela pandemia; desde 2022 a antecipação virou rotina no calendário de pagamentos (maio/junho em 2022–23, abril/maio em 2024–25). A repetição da manobra tende a aquecer o consumo no curto prazo, mas também impõe escolhas orçamentárias e sinaliza custo fiscal recorrente.

Dados do INSS mostram que 23,3 milhões (66,2% dos segurados) recebem até um salário mínimo (R$1.621); 11,9 milhões ganham acima do piso, e 13,7 mil recebem o teto de R$8.475,55. Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária têm parcela proporcional; por lei, quem recebe BPC e renda mensal vitalícia não tem direito ao 13º.