Usar o Inter tem custo reduzido ou nulo para as operações básicas: não há taxa de abertura, manutenção de conta nem anuidade dos cartões para pessoa física. A instituição destaca que sua centralização de serviços em plataformas digitais permite oferecer um ecossistema prático, com o mínimo de custo para quem administra finanças no dia a dia.

No setor de investimentos, o banco também busca diferenciais: a corretagem pelo Home Broker é zero e a custódia não é cobrada para negociação de ações, FIIs, ETFs e BDRs pela plataforma. A única cobrança direta ligada às operações na bolsa são as taxas da B3 — liquidação e emolumentos — que somam, em média, cerca de 0,03%. Em títulos ofertados diretamente pelo Inter, como alguns CDBs, não há taxa de administração, ficando apenas impostos incidentes.

Segundo a direção da companhia, a base tecnológica — com computação em nuvem e automação — reduz custos operacionais por cliente, citando um custo por cliente ativo na faixa de R$ 10. O modelo permite manter serviços gratuitos até certo limite: clientes só começam a pagar ao ultrapassar franquias de uso (por exemplo, a partir do quinto saque mensal) ou ao contratar produtos específicos, como serviços de câmbio, ordens de pagamento, crédito e parcelamento de fatura, e quando incidem tributos como IOF e Imposto de Renda.

O movimento do Inter amplia pressão sobre bancos tradicionais, que dependem de receitas por tarifas e agências físicas para equilibrar margens. Para o consumidor, a oferta é positiva: reduz o custo de transações e torna mais barata a entrada em investimentos. Para o mercado, porém, o modelo força concorrentes a reverem estruturas de preço e tecnologia, e levanta questões sobre sustentabilidade de receitas em um ambiente bancário cada vez mais digital.