O Banco Inter divulgou desempenho considerado o mais forte da sua história no segundo trimestre de 2026: ativos totais acima de R$100 bilhões, lucro líquido recorde de R$421 milhões e expansão de 29% na carteira de crédito em 12 meses. O crescimento aparece sustentado por um mix de produtos financeiros, maior engajamento digital e disciplina de custos.
Entre as vertentes que puxaram o resultado estão o crédito consignado privado — com saldo de R$2,8 bilhões em modelo escalável e de baixo custo —, home equity e financiamento imobiliário (+37%) e a carteira de cartão de crédito (+23%). A receita média por cliente ativo (ARPAC) alcançou R$35,5, enquanto a base de clientes ativos chegou a 26,4 milhões, com 58,3% de taxa de ativação e 22 milhões de logins diários em média.
Do lado operacional, a instituição manteve controle de despesas: custos operacionais subiram 19% contra 32% de crescimento das receitas, levando a índice de eficiência a 42,1%. Ferramentas de IA, como a Seven, já somam 6 milhões de usuários e aceleram o engajamento. Depósitos atingiram R$77 bilhões e o TPV do trimestre ficou em R$453 bilhões, com destaque para o aumento da receita de juros do cartão, 64% maior ano a ano.
O balanço traz sinais positivos de monetização, mas impõe alertas prudenciais. A rápida escala do crédito, especialmente em segmentos colateralizados e em atraso menor histórico como o consignado privado, reduz custo de captação, mas torna essencial o acompanhamento de inadimplência e provisões — dados que o relatório não detalha de forma aprofundada. Para manter o ritmo sem elevar substancialmente o custo de risco, o Inter depende da qualidade de crédito, eficiência contínua e de como reagirá a eventual deterioração macroeconômica.