O Inter alcançou a sua melhor posição histórica no ranking de reclamações do Banco Central entre as 15 maiores instituições, ocupando a 10ª colocação no segundo trimestre de 2026. O avanço é marcado pela queda do índice de reclamações procedentes de 96,4, no terceiro trimestre de 2025, para 26,15 no segundo trimestre de 2026 — um recuo que chama atenção pela magnitude em pouco tempo.
O Ranking de Reclamações do BC reúne registros feitos pelos consumidores em canais oficiais (internet — Fale Conosco —, telefone 145 e correspondência) e mede o volume de reclamações consideradas procedentes em relação à base total de clientes. Por ser um indicador de excelência operacional, variações expressivas têm impacto direto na percepção pública e na exposição regulatória das instituições.
Diante da posição elevada no ranking, o conselho do Inter optou por estruturar o Client Centricity Program (CCP), iniciativa destinada a reduzir pontos de atrito e aumentar o valor entregue ao cliente. Segundo a empresa, além da melhora no ranking, no quarto trimestre de 2025 houve uma redução de 40% nas reclamações procedentes e avanço de 11% na avaliação da companhia no Reclame Aqui, sinais de que a ação teve efeito prático.
Do ponto de vista econômico e concorrencial, a trajetória do Inter sugere que investimentos em governança de atendimento e diagnósticos integrados podem reduzir custos de resolução e melhorar retenção. Ao mesmo tempo, é preciso cautela: trata‑se de um retrato do momento. A consolidação desses ganhos exigirá manutenção operacional e resultados consistentes nos próximos trimestres para transformar recuperação de reputação em vantagem competitiva duradoura.