O Inter, instituição financeira digital fundada em 1994, lista hoje uma gama de canais de atendimento que vão além do telefone e do chat 24 horas. Entre as opções estão SAC, ouvidoria, videochamada em libras e o atendimento para quem está no exterior via Super App, chat ou internet banking. A plataforma também direciona clientes a canais específicos para investimentos e órgãos de supervisão como a CVM e a BSM.

Como parte da evolução do Super App, o banco lançou no início de 2026 a Seven, sua assistente de inteligência artificial. Segundo a instituição, a agente funciona em três etapas: o cliente delega uma tarefa, acompanha a execução e aprova o resultado antes de qualquer operação. A promessa é dar mais autonomia ao usuário e tornar a jornada mais personalizada e ágil.

Do ponto de vista operacional, a centralização e a hiperpersonalização podem reduzir atritos e custos, além de acelerar respostas em demandas recorrentes. Ao mesmo tempo, a forte aposta em IA abre um leque de questões que merecem atenção jornalística: quem responde em caso de erro automatizado, qual o nível de transparência das decisões algorítmicas e até que ponto haverá canais humanos eficazes para casos complexos ou sensíveis. A inclusão de videochamada em libras é avanço relevante, mas não substitui a necessidade de alternativas humanas robustas.

No campo regulatório e de mercado, o movimento reforça o papel da supervisão — especialmente em produtos de investimento que envolvem CVM e BSM — e impõe obrigações sobre privacidade e governança de dados. Para o consumidor, há ganho em conveniência; para o setor, pressão por padronização e segurança. Resta acompanhar se a promessa de eficiência do Inter será confirmada sem perda de transparência ou capacidade de resposta diante de falhas.