O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), medido pela FGV, encerrou o mês de agosto com queda de 0,37% na última quadrissemana, resultado menos expressivo que a retração de 0,39% registrada na passagem anterior. Entre as sete capitais pesquisadas, três registraram aceleração do indicador no fechamento do mês.
A maior mudança veio de Brasília, que saiu de -0,12% para 0,16%, passando de ligeira deflação para variação positiva. Porto Alegre também mostrou movimento de alta relativa, de -0,40% para -0,20%, enquanto Recife teve leve aceleração, de -0,87% para -0,86%. As demais capitais — Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte — desaceleraram em relação à divulgação anterior.
O quadro evidencia a heterogeneidade regional da dinâmica de preços: embora o IPC-S siga em terreno negativo na média do período, a redução do ritmo de queda acende alerta para a consistência da descompressão inflacionária. Para formuladores de política econômica e mercado, esses sinais complicam a leitura sobre espaço para eventual flexibilização monetária no curto prazo.
Do ponto de vista do consumidor, flutuações semanais como essa refletem setores e serviços com ritmo distinto de pressão sobre o orçamento. O IPC-S é um retrato de curtíssimo prazo e não uma previsão definitiva, mas confirma que a trajetória da inflação continua desigual, exigindo monitoramento atento por parte de autoridades e gestores públicos.