A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) o segundo lote de restituições do IRPF 2026: R$ 16 bilhões serão creditados a 9.585.797 contribuintes. Em valor, o montante iguala o recorde já registrado no primeiro lote; somados, os dois pagamentos somam R$ 32 bilhões e beneficiam 18,3 milhões de declarações — cerca de 80% das restituições previstas para o ano, segundo o Fisco.

Do total liberado agora, R$ 4,49 bilhões são direcionados a grupos com prioridade legal, como idosos (acima de 80 anos e entre 60 e 79), pessoas com deficiência, portadores de moléstia grave e profissionais do magistério. A Receita atribui parte da velocidade ao uso da declaração pré‑preenchida e à opção de restituição via Pix, medidas que reduziram o tempo de processamento para muitos contribuintes.

A consulta ao lote permanece disponível no portal da Receita, em 'Meu Imposto de Renda', no aplicativo oficial e no e‑CAC, onde é possível verificar pendências e o extrato da declaração. O crédito é feito somente em conta de titularidade do contribuinte; em caso de erro nos dados ou impedimento, o depósito não é realizado e cabe ao contribuinte reagendar o pagamento junto ao Banco do Brasil — serviço disponível por até um ano após a primeira tentativa.

O pagamento em grande escala reforça a capacidade operacional do Fisco, mas também exige atenção administrativa e do cidadão: falhas de informação bancária continuam a transferir ônus para contribuintes que terão de seguir procedimentos para recuperar valores. Na prática, a agilidade prometida reduz reclamações imediatas, mas deixa em evidência pontos de atrito no serviço público que ainda precisam ser afinados.