O novo ministro do petróleo do Iraque, Basim Mohammed, afirmou em coletiva neste sábado (16) que o país exportou 10 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz em abril. A declaração confirma números de fluxo por uma rota estratégica para as vendas externas iraquianas.

Mohammed disse ainda que Bagdá pretende se engajar com a OPEP para impulsionar a produção e a capacidade de exportação, com a meta formal de atingir 5 milhões de barris por dia. Trata‑se de um objetivo ambicioso que exige coordenação externa e mudanças na capacidade interna de produção.

A intenção de dialogar com a OPEP acende um foco político e técnico: será preciso negociar cotas, ajustar compliance e garantir espaço no calendário de produção sem gerar atritos com outros membros. No plano doméstico, a meta impõe necessidades claras de investimento em campos, logística e infraestrutura de embarque.

O uso intensivo do Estreito de Ormuz, corredor sensível a riscos geopolíticos, destaca a vulnerabilidade logística das exportações iraquianas. Interrupções, tensões regionais ou aumento dos custos de transporte e seguro podem reduzir a previsibilidade das receitas e ampliar o custo operacional.

Do ponto de vista do mercado, o anúncio indica que o Iraque busca elevar sua presença entre os exportadores, o que pode influenciar as negociações internas da OPEP e as expectativas de oferta global. Resta, porém, a definição de prazos, fontes de financiamento e detalhes técnicos para transformar a meta em capacidade efetiva.