A Receita Federal registrou 44.498.717 declarações do Imposto de Renda 2026 entregues até o encerramento do prazo, na noite de sexta-feira (29). O número representa alta de cerca de 2,6% ante 2025, quando 43,5 milhões de declarações foram recebidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou o balanço nas redes sociais e enalteceu o engajamento dos contribuintes e a evolução do sistema tributário.

Apesar da comemoração oficial, o órgão informou que não é possível estimar com precisão quantas pessoas deixaram de declarar no prazo. A Receita explica que as projeções alcançadas resultam de cruzamentos e investigações realizados nos últimos cinco anos, procedimento que, paradoxalmente, dificulta identificar exatamente quem permaneceu em situação de atraso.

Para quem ainda não entregou, a regularização tardia sai cara: multa mínima de R$ 165,74 e penalidade que pode chegar a 20% do imposto devido, com prazo de pagamento de até 30 dias. O CPF também pode ficar pendente, impedindo a emissão de documentos como certidões e passaportes. A restituição do imposto, quando devida, começará a ser paga nos quatro lotes previstos; o primeiro lote foi liberado na sexta (29).

Do ponto de vista político e administrativo, o balanço confirma conformidade com a projeção do Fisco, mas levanta dúvidas sobre a capacidade de quantificação e fiscalização dos inadimplentes. A incapacidade de fornecer um número claro sobre retrasos restringe o debate sobre eficiência e transparência, ao mesmo tempo em que evidencia o custo imediato para cidadãos que dependem da restituição ou que terão restrições vinculadas ao CPF.