Em assembleia geral extraordinária realizada nesta terça-feira (28), os acionistas do Itaú Unibanco aprovaram a incorporação do Itaucard na estrutura do grupo. A proposta recebeu apoio majoritário — 92,28% das ações ordinárias — e baseia-se em laudo da PwC que avaliou o patrimônio líquido da subsidiária em R$ 51,9 milhões com data-base em 31 de dezembro de 2025.

Por se tratar de subsidiária integral, a operação não implicará aumento de capital nem emissão de novas ações. Com a conclusão do processo, ainda sujeita ao aval do Banco Central, o Itaucard será extinto e todos os seus ativos, passivos, direitos e obrigações serão sucedidos pelo Itaú Unibanco Holding. O banco informou que grande parte das atividades já havia sido migrada para outras empresas do conglomerado desde 2022.

A manobra segue uma lógica comum em grandes grupos financeiros: simplificação societária e busca por sinergias operacionais que reduzem custos administrativos e sobreposição de estruturas. O valor reconhecido — R$ 51,9 milhões — é relativamente modesto diante do porte do grupo, o que sugere caráter essencialmente organizacional e não uma operação de grande impacto patrimonial.

Do ponto de vista institucional, a incorporação tende a acelerar decisões internas e reduzir redundâncias, mas também levanta questões de governança e transparência: submeter operações a estruturas centralizadas pode dificultar a visibilidade sobre desempenho específico de unidades até então separadas. Para clientes e mercado, o banco sinaliza impacto operacional limitado, mas o desfecho dependerá das condições estabelecidas pelo Banco Central e da execução das migrações operacionais já em curso.