A holding Itaúsa anunciou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 17% em relação ao mesmo período de 2025. No balanço divulgado, o lucro líquido contábil do trimestre ficou em R$ 4,41 bilhões, ante R$ 3,88 bilhões um ano antes. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio alcançou 20,1%, contra 17,4% no primeiro trimestre de 2025.
A companhia atribuiu o ganho à evolução dos resultados do Itaú Unibanco, que respondeu por alta de 11% no trimestre, e ao desempenho das investidas do setor não financeiro, que cresceram 76%. Entre essas participações estão empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Copa Energy, cuja valorização operacional contribuiu de forma relevante para a elevação do resultado consolidado.
O salto no ROE e no lucro recorrente reforça a capacidade da holding de gerar lucro por meio de sua principal controlada e das participações não bancárias — e pode sustentar expectativas de maior distribuição de resultados aos acionistas. Ao mesmo tempo, o quadro evidencia uma concentração relevante na performance do setor financeiro, o que torna os resultados sensíveis a choques macroeconômicos e a ciclos de crédito e taxas de juros.
Do ponto de vista de mercado, números mais robustos aliviam parte da pressão sobre avaliações e reforçam a posição de Itaúsa entre grupos de capital aberto com forte geração de caixa. Para investidores e analistas, o desafio será observar se a dinâmica das investidas não financeiras se mantém e se a holding consegue diversificar fontes de lucro sem depender exclusivamente da rentabilidade do banco.