O JPMorgan atualizou a avaliação das units do BTG Pactual para 'overweight' e elevou o preço-alvo de R$61 para R$66, segundo relatório assinado por Yuri Fernandes e sua equipe. Os analistas apontam que o banco — o maior de investimentos da América Latina — tem mostrado ganhos de participação de mercado e desempenho acima da média do setor, mesmo diante de um cenário macro menos favorável.

No documento, o banco estrangeiro destaca fatores que justificam a revisão: resiliência dos resultados, potencial adicional pela expansão internacional e alavancagem operacional. Os múltiplos citados no relatório — P/L estimado para 2027 em 8,3 vezes, CAGR do lucro por ação de cerca de 20% entre 2025 e 2027, e P/VPA estimado em 2,3 vezes para 2026 com ROE entre 25% e 26% — são usados para reforçar a tese de investimento.

Os analistas reconhecem, porém, que as ações não estão tão descontadas quanto em dezembro de 2024, mas argumentam que a qualidade do negócio hoje é superior, o que torna a combinação entre liquidez e qualidade atraente no ponto de entrada atual. Na prática, upgrades desse tipo tendem a gerar fluxo de recursos e ampliar a atenção de investidores institucionais, sustentando pressões compradoras sobre as units.

Na B3, as units do BTG subiram na sessão: por volta de 13h20, registravam avanço de 2,69% enquanto o Ibovespa subia 1,07%. Para o mercado, a recomendação do JPMorgan atua como endosso técnico e pode aumentar a concorrência por avaliações entre casas estrangeiras, além de colocar XP e outros players sob comparação direta em termos de atratividade relativa.