A JSL, controlada pelo grupo Simpar, registrou receita bruta de R$ 2,794 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo prévia de resultados divulgada nesta terça-feira. A receita bruta de serviços chegou a R$ 2,690 bilhões (+2,1%) e a de vendas de ativos somou R$ 104 milhões (+4,4%). A companhia informou capex bruto de R$ 25,2 milhões e geração de caixa de R$ 78,8 milhões no trimestre.

A empresa também adiantou que teve expansão do Ebitda ajustado e da margem Ebitda ajustada em relação ao 1º trimestre do ano passado. A alavancagem, medida pela razão dívida líquida/Ebitda, caiu para 2,8 vezes, ante 2,9 vezes no fim de 2025 e 3,3 vezes um ano antes, sinalizando melhora na estrutura de endividamento.

No entanto, o desempenho do trimestre foi impactado por um reprovisionamento contábil de R$ 203,4 milhões decorrente de mudança de entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre contribuições ao Sistema S. A JSL classifica esses efeitos como não recorrentes e ajustados nos resultados, e diz não haver definição de prazo para eventual desembolso, já que a ação ainda não transitou em julgado.

O quadro deixa leituras contraditórias: operacionalmente a empresa mostra leve crescimento e redução da alavancagem, mas a provisão ligada ao tema jurídico reduz a clareza sobre lucro e caixa disponíveis no curtíssimo prazo. Para investidores e credores, a agenda judicial e o eventual desfecho do pagamento podem reapertar métricas e pesar na avaliação até que haja definição final.